Gestantes e o uso de medicamentos

Um exemplo disso são os medicamentos para reduzir a pressão arterial elevada (anti-hipertensivos)
Um desafio para os profissionais farmacêuticos. Esta seria a melhor frase pra descrever os cuidados que se deve ter com as receitas de medicamentos indicadas a gestantes. Isso porque, o uso das substâncias não implica apenas na saúde da mulher, mas também na do embrião que se encontra em constante transformação.  Então a primeira dica para mulheres grávidas é clara em relação ao tema: Nunca se automedicar! 
Em geral, medicamentos não devem ser tomados durante a gravidez, a menos quando absolutamente necessários. Aproximadamente 2 a 3% de todas as deficiências congênitas resultam de medicamentos tomados para tratar uma doença ou sintoma. Um dos principais riscos do uso deles durante a gestação são os efeitos teratogênicos, ou seja, de má-formação do feto. 
Um caso bem famoso é o da talidomida. Esse medicamento era usado como sedativo durante a gravidez e causava má-formação em fetos (focomelia: ausência ou má-formação nos braços ou pernas). O produto foi retirado do mercado para esta indicação e é atualmente prescrito para tratar tuberculose e alguns tipos de câncer.
Além disso, alguns medicamentos disponíveis no mercado para tratar a hipertensão (classe dos antagonistas da angiotensina II) podem levar a defeitos no feto se forem tomados quando a mulher está no segundo ou terceiro trimestre da gravidez .
Mesmo assim, por outro lado, alguns medicamentos são recomendados para as grávida, como as vitaminas, por exemplo, mas é claro que para isso a  mulher deve conversar com seu médico ou outro profissional da saúde sobre os riscos e os benefícios de toma-los. 
Um exemplo disso são os medicamentos para reduzir a pressão arterial elevada (anti-hipertensivos) podem ser necessários para mulheres grávidas que tenham hipertensão arterial antes da gravidez ou a desenvolvam durante a gravidez. Qualquer tipo de pressão arterial elevada aumenta o risco de problemas para a mulher e o feto. Porém, anti-hipertensivos podem reduzir muito o fluxo de sangue para a placenta se reduzirem a pressão com muita rapidez em mulheres grávidas. Por isso, é necessário monitorar cuidadosamente as mulheres grávidas que precisam tomar esses medicamentos. 
Já os antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs), como paroxetina, são comumente usados durante a gestação. O uso é comum porque aproximadamente 7 a 23% das mulheres grávidas têm depressão. Para mulheres grávidas, os benefícios de tratar a depressão geralmente superam os riscos. Porque podem inibir a depressão pós-parto. 
Se você está grávida ou com suspeita de gravidez não tome nenhum medicamento sem o auxílio do seu médico ou farmacêutico. O mesmo conselho vai para mulher em faze de amamentação. Assunto que discutiremos em uma próxima coluna. 

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