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Além da dengue, o mosquito Aedes Eagypti transmite o vírus Chikungunya e Zika

Com o objetivo de sensibilizar e envolver a população nas ações de combate ao Aedes Aegypti a Prefeitura de Palmas por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) realiza nos dias 20, 22 e 26 de novembro, três grandes mobilizações de combate ao vetor da dengue, zika e chikungunya.

Já parou pra pensar que muitas vezes sabemos administrar os problemas mas não colocamos em prática? Pois bem, podemos ver uma rede elétrica de alta ou baixa tensão mas não conseguimos enxergar a energia que passa por ela e não vamos colocar as mãos para testar se há corrente. Simplesmente sabemos que a eletricidade está ali.

Usamos um exemplo parecido para falar sobre o mosquito Aedes Eagypti. Podemos ver os criadouros em locais com água parada, limpa ou suja, e conseguimos observar que a larva se desenvolve rapidamente através dessa condição biológica. Mas não necessariamente vemos o mosquito depositando os ovos na água. A diferença, é que podemos solucionar o problema com nossas próprias mãos exterminando os focos de proliferação.

Além da dengue, o mosquito Aedes Eagypti transmite o vírus Chikungunya e Zika (Zikv). O vetor responsável pela reprodução é a fêmea que se alimenta de sangue humano, geralmente em período diurno.

Entre 2014 e 2016, houve um surto epidemiológico no país, os estados do Nordeste foram mais afetados. Mulheres gestantes que tiveram contato com o mosquito, apresentaram vermelhidão na pele, indisposição, náuseas e outros sintomas decorrentes da infecção durante o período gestacional. Posteriormente, inúmeras crianças nasceram com a Síndrome Congênita do Zika Vírus e tiveram o desenvolvimento neuropsicomotor prejudicado.

Origem

Esse vetor é de origem egípcia e desde o período das grandes embarcações a partir do século XVI (16), vem se espalhando no mundo. De acordo com informações da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a primeira epidemia de dengue aconteceu no início do século XIX (19) no continente americano, causando surto em vários países, entre eles: Caribe, Colômbia, Estados Unidos, Peru e Venezuela.

A Fiocruz aponta que os primeiros relatos de dengue no Brasil surgiram no fim do século XIX (19), em Curitiba (PR) e Niterói (RJ). Na época, a preocupação não era tanta com a dengue mas sim a febre amarela. Na década de 1950 o mosquito foi erradicado no país, mas dez anos após, retornou por conta do descuido nas políticas sanitárias de prevenção.

De acordo com informações do Ministério da Saúde (MS), o primeiro episódio de dengue no país foi documentado cientificamente em 1981/1982, em Boa Vista (RR). Por esses e outros motivos a necessidade do alinhamento entre população, poderes municipal, estadual e federal para combater a proliferação do Aedes Eagypti.Essa luta contra à dengue é de todos nós e não somente do poder público. Faça sua parte, chame sua família e amigos para promover ações em seu bairro. Não deixe o mosquito da dengue vencer essa batalha.

Medidas de combate ao mosquito:
● Permitir o acesso dos agentes de saúde ao interior da residência
● Tampar tonéis e caixas d’água
● Manter garrafas viradas como o bico para baixo
● Limpar os ralos e aplicar tela
● Limpar calhas
● Tampar bem lixeiras
● Retirar água acumulada da área de serviço
● Utilizar bucha e escova para limpar recipientes de água para animais
● Limpar o quintal semanalmente e adicionar areia nas bordas dos vasos de plantas
● Não deixar água acumulada de maneira exposta em hipótese alguma.

Marttha Franco Ramos, Secretária Executiva de Saúde de Palmas e Conselheira Federal de Farmácia

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