Valor do combustível em Palmas varia entre 3,89 e 3,999, uma diferença de apenas 10,9 centavos.

07/08/17 09:29 Foto: Folha Capital

Mais da metade dos postos de Palmas cobra R$ 3,96 por litro de gasolina

Por Márcio Rocha
 
 
Valor do combustível em Palmas varia entre 3,89 e 3,999, uma diferença de apenas 10,9 centavos, sendo que os postos mais baratos são justamente os mais distantes, o que torna a diferença praticamente nula para os motoristas da capital.
 
 
Segundo a mais recente pesquisa de preços do Procon junto aos postos de combustível de Palmas, o preço do litro de gasolina não aditivada varia entre R$ 3,89, (Posto 7, na 501 Norte) e 3,999 (Cantão, BR Mania e Araguaia). Uma diferença de apenas 10,9 centavos por litro.
 
 
Para se ter uma ideia de como a diferença é irrisória, se o motorista estiver em seu carro no centro da cidade e quiser se dirigir a um dos postos para encher o tanque de combustível do seu carro, de 50 litros, a diferença final entre o mais caro e o mais barato é de R$ 5,45, ou 1,45 litro. Descontados os 10 quilômetros para ir e voltar do posto a economia em quilômetros fica ainda mais irrisória, apenas 4km.
 
 
Procurado por nossa reportagem, o presidente do Sindiposto Wilber Filho, culpou a carga tributária e as margens apertadas pela pequena diferença nos preços. Segundo ele não existe alinhamento, mas sim uma política de “paralelismo” aonde os empresários competem uns com os outros ao mesmo tempo que tentam equilibrar preço e margem de lucro.
 
 
“Existe um mito em Palmas de que dono de posto de combustível é mafioso ou milionário e isso não é verdade, pois desde que eu estou na presidência do sindicato nunca houve qualquer alinhamento de preços e muitos empresários do ramo eu sequer conheço. O que existe são margens apertadíssimas de lucro, com altas cargas tributárias, que estão tornando o negócio praticamente inviável”, afirma Wilton, que é dono de um posto em Palmas e outro em Miranorte, a 80 quilômetros da capital.
 
 
Segundo dados oficiais da própria Petrobrás 42% do preço do gasolina comum entregue para as distribuidoras é de impostos como ICMS, PIS, Cofins, e CIDE. 29% São da Petrobrás, 12% representam o custo dos 25% de etanol misturado ao combustível e 17% são divididos entre a distribuição e revenda.
 
 
Margem
 
Wilber revela que dos 17% que sobram, cerca de 5% são da distribuidora e apenas 12% do valor do combustível fica com o posto. “Esses 12% que sobram representam o valor bruto, a partir dele ainda pagamos 27,5% de imposto de renda, IPTU, manutenção, salários e direitos trabalhistas. Acaba sobrando uma margem muito apertada para negociação e é isso que a população precisa entender. O maior vilão do preço dos combustíveis não é o dono do posto, mas os impostos cobrados e dos quais não temos como escapar”, afirma o empresário e sindicalista.
 
 
Como exemplo da carga tributária excessiva ele cita ainda a cobrança de taxas como a de R$ 150 por bico de combustível paga ao Procon pela fiscalização semestral e ainda o recente aumento realizado pelo Governo Federal, que aumentou cerca de 40 centavos em cada litro de gasolina. “Tem muito empresário que está querendo abandonar o ramo e os motivos são vários, desde a forma como a população nos enxerga até as margens de lucro cada vez menores devido à carga tributária”, afirma Wilber.
 
 
Sobre as investigações da Justiça a respeito de um suposto cartel montado pelo ex-presidente do Sindipostos, Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, o Duda, com a ajuda do empresário Benedito Neto Faria, o Dito, Wilber afirma ser a favor das investigações, mas contra a condenação prévia dos acusados. “Acredito que a Polícia tem que fazer o seu papel de investigar e a Justiça de julgar os acusados. O que não pode haver é o linchamento moral antes que a Justiça diga se eles são culpados ou inocentes. Muito menos generalizar toda a categoria por um suposto desvio desse ou daquele indivíduo”, ponderou o presidente do Sindiposto.
 
 
Procon
 
A pesquisa sobre os preços dos combustíveis é realizada semanalmente pelo Procon em Palmas, Araguaína e Gurupi e pode ser conferida no site do órgão: www.procon.to.gov.br.
 
 
 
 

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