alface, rúcula, pimenta malagueta, pimenta de cheiro, alecrim, da hortelã são alguns dos produtos vendidos

10/11/17 14:35 Foto: Divulgação Prefeitura

Hortas comunitárias oferecem alimentos livres de agrotóxicos a preços populares na Capital

 

Além do papel social com a geração de renda para 500 famílias de Palmas, as 20 hortas comunitárias da Capital garantem à população uma ótima alternativa para compra de produtos livres de agrotóxicos e defensivos químicos para garantir a segurança tanto do produtor, quanto do consumidor e do meio ambiente. No lugar de produtos químicos ofensivos, os produtores, orientados por técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder), utilizam alternativas baseadas em biodefensivos indicados em uma cartilha elaborada pela própria secretaria. 

 

“Existe uma preocupação porque as hortas ficam dentro da cidade.  Isso requer, primeiro, o cuidado de não usar produtos que podem afetar quem está manuseando a produção, o consumidor e nem do meio ambiente. Segundo, porque você tem um produto de melhor qualidade”, diz o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Roberto Sahium. 

 

Com a oferta de produtos mais competitivos na qualidade e com preços populares, quem sai ganhando é o consumidor. “Traz mais segurança e, com certeza, compensa comprar direto na horta porque não tem agrotóxico e também porque o atendimento é de primeira qualidade”, afirma a cabeleireira Edilene Rodrigues da Silva, que mora no Jardim Aureny III e foi até a horta comunitária  do setor comprar cebolinha, couve e coentro para o almoço. 

 

Atualmente toda a produção das hortas se baseia no conceito de produção agroecológica, isto é, tem uso restrito de produtos químicos no manejo da produção, adotando alternativas indicadas pelos extensionistas rurais da Seder, como uso de plantas e cepas de fungos e bactérias como biodefensivos. 

 

No entanto, a expectativa, segundo o secretário, é que toda a produção seja totalmente adaptada para uso do conceito orgânico, e os resíduos de soja sejam usados para fortificação do solo, de forma agregada ao adubo usado atualmente nos canteiros. Esse adubo é produzido pela Seder a partir da trituração de galhadas e farinha de ossos. “Estamos desenvolvendo esta ideia que deve ser totalmente implantada em todas as hortas daqui a um ano e meio”, disse.

 

Fortalecendo a economia local

 

A venda da alface, da rúcula, da pimenta malagueta, de pimenta de cheiro, do alecrim, da hortelã e outros temperos e folhosas acontece tanto diretamente ao consumidor, que vai até o canteiro e negocia diretamente com o produtor com valores bem abaixo do praticado nos mercados e feiras, como no atacado para feirantes da Capital. Eles são os grandes consumidores dos produtos que saem das hortas comunitárias, como lembra o secretário Roberto Sahium.

 

Segundo Sahium, em Palmas, há 740 feirantes que só comercializam hortaliças, verduras e leguminosas, cuja principal origem são as hortas comunitárias. “Nas feiras existe por semana um público circulante de 80 mil pessoas por semana. Ainda não fechamos o balanço de venda deste ano, mas somente no ano passado este comércio rendeu R$ 3,2 milhões”, quantifica o secretário.

 

A expectativa, ressalta ele, é de que o ano de 2017 supere esse volume de negócios, especialmente porque as hortas mantêm, além da venda por atacado para os feirantes, o fornecimento para pequenos armazéns e supermercados.

 

Produção o ano todo

 

O presidente da Horta Comunitária do Aureny III, José Ferreira da Silva, 69 anos, conta que a produção dos 25 produtores que trabalham no setor é garantida o ano todo. “Aqui a gente vende para a dona de casa que vem aqui, mas vende mais para quem fornece para mercados de todo tamanho, grandes e pequenos de todos os cantos da cidade”, explica.

 

Para garantir que durante todo o ano, independente da estação, haja produção, os produtores estão investindo, sob orientação dos técnicos de extensão rural da Seder, na produção de produtos de caixaria, que complementam a produção e têm venda garantida, a exemplo da abóbora, pepino, quiabo, entre outros produtos, que ocupam os canteiros nas épocas de menor produção de folhosas.

 

O engenheiro agronômo Antônio Luiz de Sousa, responsável pelo Programa das Hortas Comunitárias de Palmas, explica que a Seder recebe interessados durante todo o ano para cadastro no banco de reserva de interessados em atuar no segmento. “Quem tiver interesse basta ir à sede da Seder, na Avenida LO-27, ao lado do Terminal Rodoviário de Palmas, e se cadastrar”, orienta Sousa.  Saiba onde fica a horta comunitária de Palmas mais próxima da sua casa clicando aqui.

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