Crislania Pereira terá que usar uma prótese

14/11/17 08:59 Foto: Reprodução Arquivo

Jovem que teve perna amputada em acidente com lancha recebe alta

 

A operadora de caixa, Crislania Pereira de Souza de 22 anos, deixou o hospital no último sábado 11, após passar 70 dias internada. A jovem se envolveu em um acidente com uma lancha no lago de palnas no dia 2 de setembro e teve as duas pernas atingidas pela hélice da embarcação, uma delas foi amputada. O caso ainda está sendo investigado pela Polícia Civil. O delegado responsável disse que o piloto da lancha cometeu uma lesão corporal gravíssima, mas ainda tenta apurar se houve intenção.


Já em casa, Crislania disse que viu o piloto fazendo graça com a embarcação "Aí eu falei: ‘Gabriela vamos porque eu acho que ele vai embora e vai deixar a gente’. Quem subiu primeiro foi ela e eu fui em seguida. Quando eu subi, ele deu uma arrancada, eu escorreguei e caí."


A jovem passou 16 dias em coma, teve uma infecção generalizada no hospital e sofreu um choque hemorrágico porque perdeu muito sangue. Também precisou fazer dez curativos especiais que, segundo a família, custaram R$ 7 mil cada.


Por causa da gravidade dos ferimentos, a operadora de caixa teve que fazer um desvio no intestino e usa uma bolsa de colostomia. Depois que ela se recuperar e os machucados cicatrizarem totalmente, o tratamento vai entrar em outra fase: a reabilitação para finalmente receber uma prótese.



O piloto
A lancha estava sendo pilotada pelo auditor fiscal do Ministério do Trabalho Humberto Celio Pereira. Em um vídeo feito dentro da embarcação, ele aparece bebendo cerveja antes do acidente. Naquele dia, o homem esperou o Samu resgatar a jovem, mas foi embora antes da chegada da polícia.


Ele só se apresentou na delegacia no dia seguinte, negou ter ingerido bebida alcoólica e foi liberado. O auditor nega que estava fazendo brincadeira e diz que a jovem escorregou na escada e caiu.


O delegado pediu na justiça para fazer mais duas perícias. "A lesão é inquestionável, o que importa neste momento é saber se essa ação por parte do investigado foi dolosa, um dolo eventual, se ele assumiu o risco do resultado. Ou se ela foi culposa e de alguma forma ele não tomou os procedimentos que eram esperados dele", disse o delegado Wanderson Queiroz.

 

 

(Com informações do G1)

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