Conselho Federal de Farmácia zela pelos farmacêuticos

Perante a delicada situação instalada em decorrência da expansão diária do novo coronavírus, infelizmente os profissionais da saúde que estão no campo de batalha contra a covid-19 estão sofrendo as consequências no atributo das suas funções no cuidado à saúde da população.

Pensando na segurança dos profissionais farmacêuticos o Conselho Federal de Farmácia (CFF) concedeu aporte financeiro aos 27 regionais no país. A medida foi aplicada no mês de março, quando o órgão máximo regedor da profissão farmacêutica no Brasil publicou a Resolução nº 684/2020, cujo o objetivo foi garantir a o repasse de R$ 2,27 milhões aos CRFs.

A transferência dos valores foi realizada de acordo com a proporção (pequeno, médio, grande) de cada regional para apoiar a aquisição de equipamentos de proteção individual e dessa forma manter as fiscalizações nos estabelecimentos de saúde além de proporcionar segurança a farmacêuticos desprotegidos que não tenham recebido EPIs dos respectivos empregadores.

É necessário ressaltar sobre especificidades da Resolução nº 684/2020, a qual estabelece que os equipamentos de proteção individual sejam direcionados exclusivamente aos fiscais.

No entanto, em seu Art. 3º, a regra autoriza, a premência quanto ao suprimento dos EPIs aos profissionais farmacêuticos descobertos no exercício de suas atividades, expostos a risco de contágio.

O Conselho Regional de Farmácia do Estado do Tocantins adquiriu os equipamentos de proteção individual e iniciou a entrega dos kits aos farmacêuticos no intuito de protegê-los no enfrentamento da pandemia. A diretoria do CRF-TO está realizando uma série de orientações sobre os cuidados de prevenção necessários para o atendimento ao público, além de promover ações de Fiscalização orientativa nas farmácias.

“Os conselhos de Farmácia têm a atribuição legal de zelar pela saúde pública. Assim, uma atividade fim do sistema, a fiscalização, não pode expor os fiscais e nem quem é fiscalizado. O sistema também não pode, durante suas atividades, fechar os olhos a eventuais situações de risco a que estejam submetidos os farmacêuticos inscritos e a população que utiliza os serviços destes”, comenta o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João.

Marttha Franco Ramos, Conselheira Federal de Farmácia

FAÇA SEU COMENTÁRIO