Parcerias e estratégias de mobilização ajudam no combate ao Aedes aegypti

As ações da Secretaria de Estado da Saúde e parceiros no que dizem respeito à prevenção e destruição de criadouros do Aedes aegypti continuam, principalmente nesse período de estiagem.  Nessa época do ano, com a falta de chuvas, a população deve se manter em alerta e continuar com a limpeza e vigilância de recipientes que podem acumular água. 

“As pessoas devem se manter em alerta independente da época do ano.  Ficar de olho nos vasos de planta, recipientes de água de animais domésticos e piscinas, que podem se tornar criadouros do mosquito”, reforça a  gerente de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses da Saúde, Christiane Bueno.

O trabalho rotineiro de dedicação em tempo integral dos técnicos da Secretaria aos 139 municípios para supervisão técnica, assessoramento, avaliação e orientação das ações focadas na articulação de ações de vigilância epidemiológica, a assistência e ao controle vetorial do município é uma das estratégias que fortalecem o combate ao mosquito. 

A atuação da Sala Estadual de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika também estimula e fortalece a implantação de salas municipais e consolida atividades articuladas localmente nos municípios para prevenção, combate, vigilância e assistência à saúde. “A intensificação de ações intersetoriais e o fortalecimento das parcerias resultaram em um incremento significativo no número de visitas para o controle do Aedes aegypti, que já somam 2.514.398  de janeiro a junho deste ano.

Além disso, foram criadas 60 salas de coordenação e controle do mosquito, para estimular a população a se engajar na luta contra o vetor”, completa Marcos Timóteo Torres, biólogo em saúde.  A meta é a instalação de 139 salas municipais até dezembro. Este resultado também deve ser creditado às parcerias firmadas com os órgãos e estabelecidas desde a reativação do Comitê Estadual de Mobilização Social contra o Aedes aegypti, em novembro de 2015, quando a Secretaria de Saúde firmou parcerias com órgãos e entidades representativas de segmentos variados ligados às áreas pública e privada, terceiro setor e sociedade organizada visando desenvolver ações de controle vetorial e sensibilização de suas comunidades.

Trabalho de campo

Entre janeiro e junho de 2016, o total de 2.298.091 inspeções de imóveis residenciais, comerciais, pontos estratégicos e outras edificações foram registradas no Estado. No mesmo período do ano passado foram realizadas 1.999.701 inspeções. Este trabalho de campo foi realizado por agentes de combate a endemias e também pelos agentes comunitários de saúde, que também encararam um crescimento no número de inspeções recusadas ou de imóveis fechados durante o trabalho de campo. Em 2016, de janeiro a junho foram encontrados fechados ou cujo responsável recusou abrir as portas às equipes de saúde o total de 162.572 imóveis em todo o Estado.

Apesar do aumento de recusas ou imóveis que ainda não passaram por um “pente-fino” contra o Aedes aegypti, ações que exigem pequeno investimento e grande esforço coletivo têm gerado impacto direto na sensibilização da comunidade, como recentemente ocorreu em Lavandeira, município localizado a 487 km de Palmas, Sudeste do Estado.

 “Em Lavandeira, o trabalho de assessoramento realizado pela Gerência Estadual da Dengue e a Sala Estadual de Enfrentamento com os técnicos municipais estimulou a realização de coleta seletiva e sensibilização da comunidade para limpeza de quintais e destinação correta do lixo. Foi gratificante. Andávamos pela cidade e víamos que estava bem limpa e que todas as casas tinham uma lixeira”, descreveu a gerente Christiane Bueno.

Projetos e ações de incentivo à disseminação de condutas responsáveis sobre a destinação de lixo, bem como de manutenção da limpeza de áreas públicas e residenciais tem ocorrido em Lavandeira, contribuindo para retirada de possíveis depósitos de criação de mosquitos. Outros municípios que recentemente receberam técnicos da Secretaria de Estado da Saúde foram: Peixe, Alvorada, Formoso do Araguaia, Araguaçu, Paraíso do Tocantins, Colméia, Centenário, Dianópolis, Porto Alegre do Tocantins, Almas, Taguatinga, Lavandeiras, Novo Jardim, Natividade, Tocantinópolis, Araguatins, Augustinópolis, Pedro Afonso e Dois Irmãos do Tocantins.

Para os próximos meses, a gerente explica que a expectativa é a manutenção dos cuidados preventivos. “O período de estiagem não implica em diminuirmos os cuidados no combate ao vetor. A atenção deve ser mantida por todo o ano”, completa o coordenador da Sala Estadual de Enfrentamento contra o Aedes, Evesson Farias.

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