Amastha critica Ohofugi por usar entidade como “trampolim político”

Amastha voltou a criticar o uso político da seccional do Tocantins pelo atual presidente, Walter Ohofugi Junior.

O ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha, reafirmou na tarde desta quarta-feira, dia 18, o respeito que tem pela instituição OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outras entidades representantes da sociedade civil, mas voltou a criticar o uso político da seccional do Tocantins pelo atual presidente, Walter Ohofugi Junior. “Tenho o máximo de respeito pela profissão de advogado, uma profissão excepcional. Nunca fiz nada na minha vida sem apoio de advogado. É o mesmo respeito que tenho pela OAB como instituição. O enfrentamento que fiz e que gerou o ato de desagravo foi com o presidente atual da OAB no Tocantins, que fez uso político da entidade tão respeitada em benefício de uma de minhas opositoras. Só isso”, afirmou Amastha. Ele se refere ao fato de Ohofugi ter se filiado ao PSD, partido que tem o deputado federal Irajá Abreu, filho da senadora Kátia Abreu, como presidente estadual.

 A crítica de Amastha ocorreu logo após o ato de desagravo da OAB nacional a Ohofugi, nesta tarde, em Palmas, motivado pelas críticas feitas por Amastha ao dirigente em fevereiro deste ano. “Aquilo que disse em fevereiro se comprovou no último dia 6 de abril. O presidente da OAB local se filiou ao partido político da senadora. Isso é ou não é usar a entidade que representa a categoria dos advogados como trampolim?”, questionou o ex-prefeito.

Para Amastha, Ohofugi deveria ter “aberto o jogo” com os membros de outras seccionais da OAB no Brasil e com o presidente nacional da entidade, Cláudio Lamachia, de suas pretensões políticas. “Em fevereiro eu alertei que ele usou a entidade local para atender a seus aliados. E hoje ele usou a OAB nacional para o mesmo fim. O senhor Ohofugi deveria ter aberto o jogo com o presidente Lamachia e os demais membros da OAB de outros Estados a dar publicidade sobre sua filiação partidária”, comentou. “Eu louvo e apoio que profissionais dos mais diferentes segmentos da sociedade entrem para a política. Eu sou um exemplo disso, mas que façam sem usar entidades sérias como trampolim para isso”, complementou.

Amastha classificou o ato de desagravo como “fracasso”. “Pouca gente presente, foi um fracasso. Pelo o que vi repercussão e as fotos na imprensa o presidente da OAB local não conseguiu encher metade de uma fileira do auditório. Foi montada uma estrutura para um grande evento com tenda, som e palco no estacionamento da OAB. Mas, como os profissionais do Direito se deram conta, esvaziaram o ato. Isso significa que, como alertei em fevereiro, os advogados têm a noção exata que esse senhor está usando a entidade para se promover, como trampolim político para si ou seus aliados”, finalizou.

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